quinta-feira, 1 de março de 2012
Turma Eletricidade Basica Fevereiro 2012
(Esq. p/ Dir.) Fco. Marcio, Paulo Cesar, Eurivan, Hildernane, Marcos Paulo.
Parabéns a todos.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O troco
- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
- Pois não, pode ser comigo mesmo.
- Quem fala, por favor?
- Edson.
- Sr. Edson, aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção Telemar linha adicional, onde o Sr. tem direito...
- Desculpe interromper, mas quem está falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da Telemar, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?
- Bem, pode.
- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.
- 10331.
- Você trabalha em que área, na Telemar?
- Telemarketing Pro Ativo.
- Você tem número de matrícula na Telemar?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da Telemar. São normas de nossa casa.
- Mas posso garantir...
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telemar.
- Ok.... Minha matrícula é 34591212.
- Só um momento enquanto verifico.
(Dois minutos depois)
- Só mais um momento.
(Cinco minutos depois)
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...
- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?
- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.
- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.
(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:
- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..
- 10331.
- Com quem estou falando, por favor.
- Rosicleide
- Rosicleide de que?
- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).
- Qual sua identificação na empresa?
- 34591212 (mais irritada agora!).
- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da Telemar, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer,
pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô!
TUTUTUTUTU...
- Desligou.... nossa que moça impaciente!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Frases soltas
Li que Paulo Vanzolini, quando escreveu a música “volta por cima” quis colocar uma frase forte e imaginou:
“Reconhece a queda e não desanima...”; e só pra rimar (como diria o Aroldo, meu irmão) completou a frase com qualquer coisa que veio à cabeça:
“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”
A música foi um sucesso, mas a frase que pegou foi a que foi posta por acaso (“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”). (1)
Tenho aprendido a observar o que é dito em músicas e filmes e percebo que existem verdadeiras pérolas soltas ou perdidas neste meio. Coisas são ditas sem destaque algum e simplesmente ficam perdidas. Vou tentar lembrar algumas.
No filme “Os sem floresta”, quando os animais passam a cerca viva para conhecer o “progresso”, dá de cara com uma camioneta Jeep Cheroki e a tartaruga, não escondendo o espanto ao ver tão grande carro, pergunda ao guaxinim RJ (“guia” do passeio)”Nossa... O que é isto?” - E RJ responde que aquilo é um veículo. Então a tartaruga pergunta se cabem muitos humanos dentro daquele transporte; a resposta vem do guaxinim que meio encabulado diz:
“Geralmente... um!”
Uma tremenda crítica social em tempos que se fala tanto em aquecimento global, uma demonstração de que as pessoas não estão fazendo muito. (2)
O colunista social cearense, Lúcio Brasileiro, na TV Jangadeiro, disse em uma das chamadas de seu programa dominical, virando-se para uma das câmeras:
“Câmera dois. Não confunda grosseria... com sinceridade”.
Alusão às pessoas que insiste em serem grosseiras usando a máscara da sinceridade (geralmente dizem serem sinceras e dizem o que pensam. Pura grosseria).
Para concluir, o paraibano Acioly Neto, na música “A natureza das coisas” lindamente cantada por Flávio José, diz:
“Se avexe não, amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada...”. (Avexe = Apresse)
Profundo, né? Eu diria que filosófico.
E disse ainda:
“Se avexe não, que a burrinha da felicidade nunca se atrasa...”. (3)
Bom, esta da burrinha eu não entendi... (como foi que esta burrinha entrou na estória?)
Deve ser coisa de paraibano, alguma expressão de lá a qual a origem desconheço. Talvez só um paraibano para esclarecer isto.
Abraço a todos. Valeu.
(2) Veja vídeo
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Os escravos tinham folga semanal?
Assistindo 'Sinhá Moça' nas tardes da Globo, pus-me a refletir na vida desgraçada dos escravos no Brasil, e me surgiu esta pergunta:
Os escravos tinham folga semanal?
Em se tratando os senhores em boa parte "religiosos" pensei: Tavez guardassem o domingo, ou sábado...
Pensei em meu amigo Saulo, especialista em coisa que ninguém sabe ou quer saber, mas ao interrogá-lo, para minha surpresa ele também não sabia.
Resolvi então googlar e encontrei o texto abaixo no site www.cliohistoria.hpg.ig.com.br.
É um comentário sobre um livro de Mary C. Karasch, professora de História na Universidade de Oakland, Rochester, Michigan (EUA). O texto é tão envolvente que resolvi transcrevê-lo todo para aqui (Coloquei em negrito a resposta para a interrogação tema deste post).
============= Início da transcrição =============
A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro
Mary C. Karasch.
Trad. Pedro Maia Soares.
Companhia das Letras, 643 págs.
Baseado em ampla pesquisa documental, "A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro" faz estudo revelador sobre a escravidão no séc. 19
Liberdade obsedante
Marco Antonio Villa
A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro", de Mary C. Karasch é, seguramente, um dos mais importantes livros sobre a história da escravidão no Brasil. Depois de mais de uma década de publicações onde foram enfatizadas supostas fissuras no regime escravocrata, que teriam permitido aos cativos viver em condições razoáveis e obter a liberdade com relativa facilidade, Karasch, pesquisando a escravidão urbana no Rio de Janeiro entre 1808 -com a chegada da corte portuguesa- e 1850 -quando foi interrompido o tráfico de escravos-, demonstra, com base em ampla pesquisa documental, justamente o contrário.
O Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século 19 teve a maior população urbana de escravos das Américas. Pelo seu mercado de escravos passou quase 1 milhão de africanos, a maioria formada por crianças e adolescentes. Depois da longa viagem pelo Atlântico, chegavam magros e doentes. Alguns, devido às epidemias de oftalmia, contraídas nos tumbeiros, desembarcavam cegos, mas mesmo assim eram levados para o mercado do Valongo.
A vida dos escravos era marcada pelo trabalho estafante, com jornadas de 18 horas, que se estendiam por seis ou sete dias por semana: raros eram os senhores que concediam o descanso semanal de um dia inteiro livre.
Qualquer manifestação de desagrado era severamente punida. O açoite de quatro ou cinco pontas era utilizado usualmente para punir os escravos. Depois de dezenas ou até centenas de chibatadas, o escravo tinha o corpo lavado com vinagre e pimenta: pelo "serviço" de cem chibatadas, o senhor pagava ao carrasco 160 réis.
Posteriormente, o escravo recebia uma argola de ferro com um tridente, colocada na cabeça, e uma corrente de ferro na perna. Devido aos castigos, abriam-se feridas e os escravos contraíam o tétano. Pessimamente alimentados, vestidos com pouca roupa, assolados pelos violentos castigos, morando em ambientes insalubres e trabalhando ininterruptamente, não conseguiam resistir às doenças: a "cidade maravilhosa" devorava os negros. A mortalidade entre os cativos era muito alta. Muitos senhores abandonavam os escravos agonizando ou mortos pelas praças e ruas do Rio -como faziam com o lixo doméstico- para não terem gastos com o enterro.
Os milhares de africanos foram buscando formas de resistir à escravidão através da deserção, resistência violenta e da alforria. Mas, como lembra a autora, se os caminhos variavam, o objetivo era sempre o mesmo: "Fugir da escravidão e retornar à África". Os escravos, nas suas atividades, de acordo com o relato dos viajantes, cantavam em todas as ocasiões possíveis. Um deles, registrou uma destas canções: "Vou carregando por meus pecados/ Mala de branco p'ra viajar,/ Quem dera ao Tonho, pobre negro,/ P'ra sua terra poder voltar!".
A busca da liberdade era uma obsessão para os africanos. Muitos chegavam a realizar durante anos trabalhos suplementares, para com suas economias comprar a liberdade de suas esposas e filhos. Outros, como não tinham recursos suficientes para comprar a sua liberdade, adquiriam escravos recém-chegados da África que eram vendidos por um preço mais baixo e, depois de educados e aculturados, eram trocados pela sua própria liberdade. Raros foram os senhores que concediam liberdade aos seus escravos: muitos optavam pela alforria condicional, que podia ser revogada a qualquer momento. Em um dos casos citados, uma viúva revogou a concessão da alforria depois de 16 anos. Como ressalta Karasch, o "africano típico importado para o Rio de Janeiro entre 1808 e 1850 morria escravo".
Depois da leitura de "A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro", causa ainda maior estranheza as afirmações de Gilberto Freyre em "Interpretação do Brasil", publicado em 1947, de que os escravos tinham férias de 30 dias ao ano, realizavam livremente suas festas, não eram separados dos seus filhos e mulheres, alguns recebiam a mesma educação que os senhores davam aos seus filhos e viviam em melhores condições que os operários europeus.
Marco Antonio Villa é professor de história da Universidade Federal de São Carlos e autor, entre outros, de "Vida e Morte no Sertão - História das Secas do Nordeste nos Séculos 19 e 20.
[1]
============ Fim da transcrição ============
Continuando minha pesquisa, identifiquei que, no Ceará, a Vila de Acarape recebeu o nome de Redenção, por ter sido a primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos.
Que em 1882 foi dado o primeiro passo para a abolição no Brasil com a criação da "Sociedade Redentora Acarapense".
Que em 1 de janeiro de 1883, chegavam à então Vila Acarape, abolicionistas como (Veja os nomes dos heróis, todos nomes de ruas em Fortaleza e que eu não conhecia (Santa-internet!!!)):
Liberato Barroso, Antônio Tibúrcio, Justiniano de Serpa, José do Patrocínio e João Cordeiro,
com a finalidade de assistirem a alforria de 116 escravos do lugarejo. A partir daquele ato, em frente à igreja matriz local, não haveria mais escravos ali, ganhando a vila o nome de Redenção, pioneira em libertar seus escravos no País.
[2]
A escravidão, com certeza, é uma das coisa mais vergonhosas que já participamos.
Para saber mais:
http://clovisescola.blogspot.com/2010/02/escravidao-no-brasil-parte-i.html
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Ser feliz

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Lisboa, 13 de junho de 1888
Lisboa, 30 de novembro de 1935
sábado, 26 de dezembro de 2009
O boi Zebu e as formigas

Posto aqui, um poema de Antonio Gonçalves da Silva,
o Patativa do Assaré,
o maior poeta popular que esta mundo já conheceu,
orgulho de todo cearense
O boi Zebu e as formigas
Um boi Zebu certa vez
Moiadinho de suo,
Querem sabê o que ele fez
Temendo o calor do só?
Entendeu de demorá
E uns minuto cuchilá
Na sombra de um juazêro
Que havia dentro da mata
E firmou as quatro pata
Em riba de um formiguêro.
Já se sabe que a formiga
Cumpre a sua obrigação,
Uma com outra não briga
Veve em perfeita união
Suas foia carregando
Paciente trabaiando
Um grande inzempro revela
Naquele seu vai e vem
E não mexe com ninguém
Se ninguém mexe com ela.
Por isso com a chegada
Daquele grande animá
Todas ficaro zangada,
Começaram a se acanhá
E foro se reunindo
Nas perna do boi subindo,
Constantemente a subi,
Mas tão devagá andava
Que no começo não dava
Pra ele nada senti.
Ma porém como a formiga
Em todo canto se soca,
Dos casco até a barriga
Começou a frivioca
E no corpo se espaiando
O zebu foi se aperriando
com os casco no chão batia.
Mas porém não miorava,
Quanto mais coice ele dava
Mais formiga aparecia.
Com essa formigaria
Tudo picando sem dó,
O lombo do boi ardia
Mais do que na luz do só
E ele zangado as patada,
Mais força incorporava,
o valentão não aguenta
O zebu não tava bem,
Quando ele matava cem,
Chegava mais de quinhenta.
Com a feição de guerrêra
Uma formiga animada
Gritou para as companhêra:
"Vamo minhas camarada
Acabá com os capricho
Deste ignorante bicho
Com a nossa força comum
Defendendo o formiguêro
Nos somo muito mieiro
E este zebu é só um".
Tanta formiga chegou
Que a terra ali ficou cheia
Formiga de toda cô
Preta, amarela e vermêa
No boi zebu se espaiando
Cutucando e pinicando
Aqui e ali tinha um moio
E ele com grande fadiga
Pruquê já tinha formiga
Até por dentro dos óio.
Com o lombo todo ardendo
Daquele grande aperreio
O zebu saiu correndo
Fungando e berrando feio
E as formiga inocente
Mostraro pra toda gente
Esta lição de morá
Contra a farta de respeito
Cada qual tem seu direito
Até nas leis da natureza
As formiga a defendê
Sua casa, o formiguêro,
Botando o boi pra corrê
Da sombra do juazêro,
Mostraro nessa lição
Quanto pode a união;
Neste meu poema novo
O boi zebu qué dizê
Que é os mandão do podê,
E essas formiga é o povo.

Imagem: http://www.enciclopedianordeste.com.br/
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Deus

Grandioso ser jamais criado,
principio e fim
não delimitam tua história,
excelso espírito,
supremo
e iluminado,
pai excelente,
santo e puro em áurea glória.
Como explicar-te à criatura que é tão breve?
que esculturaste da poeira esquecida?
mas adorar-te é o que se pode e o que se deve,
na gratidão de quem do nada deste a vida.
No principio,era o verbo
e o verbo era sublime parte de ti mesmo, que fluía,
e quando alçaste pelo cosmo a grande esfera,
traçaste o plano da perfeita harmonia.
Deus na apoteose da verdade,
a via láctea estendeste no espaço,
e aos turbilhões
constelações de eternidade,
tu colocaste em ornamento dos teus passos.







